Ao afirmar que é “candidatíssima ao
Senado”, a governadora Fátima Bezerra (PT) oficializa um movimento que já vinha
sendo desenhado e passa a tratar a disputa de 2026 como estratégica, tanto para
o Rio Grande do Norte quanto para o cenário nacional. Para a governadora, a
eleição terá peso decisivo na defesa da democracia e na garantia de
governabilidade ao presidente Lula.
Fátima afirma que sua pré-candidatura
não é um projeto pessoal, mas parte de uma estratégia política mais ampla.
Resgata sua trajetória como parlamentar e gestora, destacando a relatoria do
novo Fundeb, a expansão da educação pública e, no governo estadual, a criação
dos IERNs e a interiorização do ensino superior, com ênfase no curso de
Medicina do Seridó e na perspectiva de um hospital universitário em Caicó.
Na avaliação da governadora, o Senado será um dos principais palcos da disputa democrática em 2026, diante da ofensiva da direita e da extrema direita no Congresso. Segundo ela, garantir uma base sólida para Lula será essencial para evitar retrocessos institucionais e consolidar o processo de reconstrução do país.
No plano estadual, Fátima confirma a pré-candidatura de Cadu Xavier ao Governo do Estado e afirma que o PT e a federação de esquerda trabalham para montar chapas competitivas para a Assembleia Legislativa e a Câmara Federal.
A governadora reconhece que a decisão
do vice-governador Walter Alves de não disputar a reeleição alterou o cenário
inicialmente pactuado, mas afirma que o diálogo institucional foi mantido e que
os desdobramentos políticos serão tratados no momento oportuno.
Ao se colocar como “candidatíssima ao Senado”, Fátima Bezerra sinaliza que o RN pretende ter papel central no embate político de 2026, numa disputa que, segundo ela, vai além do campo local e se insere na defesa da democracia e da governabilidade nacional.
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