Com atitude e vontade de fazer
diferente, a governadora Fátima Bezerra decidiu “acender o alerta” em Mossoró e
mostrou que pretende cuidar da segunda maior cidade do estado – e não foi com
qualquer movimento.
Foram dois atos políticos de peso
que mexem com a cidade e, sobretudo, com o cenário eleitoral:
- Primeiro
ato: o possível candidato
petista ao governo, Cadu Xavier, anunciou que até 30 de março de
2026 Mossoró terá de volta os voos comerciais, quando deve ser
concluída a reforma do Aeroporto Dix-sept Rosado.
- Segundo
ato: o Governo
do Estado prometeu a construção de um novo estádio de futebol para 10
mil torcedores, em terreno doado pela UERN, ao lado do 12º BPM. A
promessa já vem “carimbada” com recursos: R$ 500 mil de Isolda Dantas, R$
1 milhão de Fernando Mineiro, mais R$ 1 milhão de Natália Bonavides e R$ 2
milhões do próprio governo.
O X da questão
Se essas promessas saírem do papel,
Allyson Bezerra corre sério risco de ser nocauteado antes mesmo de começar a
campanha.
O aeroporto recoloca Mossoró no mapa
econômico e facilita conexões; o estádio, por sua vez, dialoga diretamente com
a paixão popular, o futebol. São duas bandeiras que qualquer gestor adoraria
levantar – mas quem está puxando esse protagonismo é o governo estadual.
Agora, fica a interrogação:
sai do papel ou vira mais uma promessa de palanque?
Se a obra acontecer, a narrativa
eleitoral muda de rumo. Se não acontecer, Allyson terá munição para acusar
Fátima e sua base de venderem ilusões.
Uma coisa, porém, já está clara: a
governadora jogou a isca em Mossoró. E o jogo político, a partir de agora,
ganha novos contornos.


