Evento debate preservação ambiental,
energia limpa e combate à desertificação, com encaminhamentos que serão levados
para Belém (PA)
Na manhã desta sexta-feira (19), a
Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte deu início ao I Encontro de
Sustentabilidade e Meio Ambiente do Legislativo Potiguar – Desafios e Caminhos
para a Sustentabilidade no RN, rumo à COP 30.
A iniciativa partiu da Comissão de
Educação, Ciência e Tecnologia, Desenvolvimento Socioeconômico, Meio Ambiente e
Turismo, presidida pelo deputado Hermano Morais (PV), e reuniu
parlamentares, especialistas e representantes da sociedade civil em torno de
debates sobre os principais desafios ambientais do estado.
Na abertura, Hermano Morais ressaltou
que a realização do evento simboliza o compromisso do Parlamento com a
preservação ambiental e o uso consciente dos recursos naturais, destacando
a responsabilidade de construir um futuro mais justo e sustentável.
O ex-senador Jean Paul Prates
defendeu a urgência do debate sobre desenvolvimento sustentável:
“RN é a sigla de Rio Grande do Norte,
mas também de Recursos Naturais. Nosso estado é riquíssimo em sal, petróleo,
minérios e turismo, todos dependentes do meio ambiente. Se acabarmos com
qualquer um deles, comprometemos também nossa base econômica.”
Já o deputado Luiz Eduardo (SDD)
lembrou que o estado possui uma das maiores riquezas ambientais do país, que
precisam ser preservadas, enquanto o presidente da Femurn, Babá Pereira,
destacou que “as coisas acontecem nos municípios, por isso o cuidado com o meio
ambiente deve começar pelas pessoas”.
O diretor administrativo da
Assembleia, Pedro Cascudo, anunciou a conclusão do Plano de Logística
Sustentável (PLS), que será publicado nos próximos dias. A
vice-coordenadora do GT de Sustentabilidade da Casa, Joana Rodrigues,
explicou que o plano está alinhado ao Horizonte 27 e será fundamental
para implantação de práticas sustentáveis no Legislativo.
Painéis temáticos
O primeiro painel destacou o
protagonismo dos estados nas pautas ambientais e energéticas, além do papel do
Ministério Público na fiscalização. Já o segundo debateu desertificação e
degradação do solo, com a professora Rosimeire Cavalcante (UFRN)
defendendo a valorização da caatinga como fator de sobrevivência para o
semiárido.
À tarde, a programação inclui
discussões sobre energia limpa e transição justa, justiça ambiental e
vulnerabilidade social e crise hídrica no semiárido.
O encontro será encerrado com a
leitura dos encaminhamentos oficiais, que irão compor o relatório
técnico da ALRN a ser levado para a COP 30, em Belém (PA).

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