terça-feira, 26 de agosto de 2025

Críticas sem fundamento: quando a política fala mais alto que a realidade

 


A cidade salineira de Macau tem suas particularidades, especialmente no campo político e socioeducacional, que muitas vezes causam estranheza pela forma como a insatisfação se manifesta. Quem acompanha as redes sociais locais já deve ter visto um pouco de tudo: opiniões, cobranças, denúncias e, em alguns casos, críticas feitas sem qualquer base sólida.

Em Macau

Virou rotina ver nas redes sociais críticas que não resistem a uma checagem mínima dos fatos. A cidade, que já carrega suas particularidades políticas e sociais, acaba sendo palco de ataques fabricados e disseminados pelo famoso “ouvi dizer”. Neste caso especifico, destaco; as escolas municipais.

Não faltam postagens inflamadas sobre a qualidade da merenda e até dos colchonetes utilizados pelas crianças. O curioso é que, quando se olha de perto, a narrativa desmorona. Na Escola de Tempo Integral da Ilha de Santana, por exemplo, a merenda servida contempla arroz, feijão, frango e frutas como melancia — simples, sim, mas suficiente e adequada para a faixa etária atendida. Os colchonetes, criticados como se fossem objeto de escândalo, cumprem exatamente a função de garantir conforto no descanso dos pequenos.

O problema

Não está na merenda ou no colchonete. Está na forma como setores da política local insistem em transformar qualquer detalhe em munição de ataque. O que deveria ser uma discussão séria sobre educação infantil se perde em discursos mal-intencionados, alimentados pelo rancor de quem perdeu espaço nas urnas.

É preciso deixar claro: crítica séria exige base, dados e compromisso com a verdade. O que se vê em Macau, no entanto, é um jogo político rasteiro, que utiliza até as crianças como pretexto para tentar desmoralizar a gestão atual. Esse tipo de comportamento não fortalece a democracia nem melhora a educação — apenas expõe a pequenez de quem prefere o espetáculo vazio à responsabilidade pública.