Sempre tenho acompanhado de perto a política provinciana do interior do
Rio Grande do Norte — especialmente na região salineira — que tem suas
particularidades que beiram o ridículo. O discurso vazio e carregado de ódio
virou instrumento para tentar blindar o caos que marca a nova gestão portomanguense.
Pois é
Desde que o nome de Porto do Mangue
apareceu na CPMI do INSS, o grupo ligado ao prefeito Faustino
tenta de todas as formas mudar o foco dessa realidade. E não é por acaso: todo
mundo na cidade sabe da ligação do atual gestor com o presidente da CBPA,
Abraão Lincoln
Para encobrir sabe-se lá o quê
Aliados do prefeito vêm tentando criar uma narrativa nas redes sociais de que a citação do município teria sido fruto de uma “orquestração” do grupo do ex-prefeito Sael. Mas essa versão não se sustenta — Porto do Mangue foi citado por supostas provas que mostram uma amizade estreita entre Abraão Lincoln
e Faustino, tanto no período de campanha quanto depois dela.
As imagens publicadas nas redes sociais não deixam dúvidas.
E tem mais
A base governista insiste em repetir
que Faustino recebeu uma cidade “destruída e sem recursos”. Mas essa mesma base
parece esquecer que o atual prefeito já administrou Porto do Mangue por 18
meses na mesmo mandato de Sael —
quase dois anos.
Então, fica a pergunta: quem
destruiu de fato a cidade de Porto do
Mangue?
No fim das contas
Fazer política na região salineira não
é só atacar por atacar o adversário. É preciso saber o que se diz — porque, às
vezes, a lama que se tenta jogar no outro acaba respingando na própria face de
quem a arremessa.
Negar uma amizade que é forte e consistente, que foi de grande valia no momento político, não faz sentido. A não ser que você tenha algo à esconder.



