30 de março de 2021

Toque de recolher no feriado de Páscoa é recomendado ao governo do estado pelo o Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS)

 

O Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) está recomendando ao Governo do Estado que institua toque de recolher no território potiguar no próximo final de semana, quando ocorre o feriado de Páscoa.

O atual decreto de restrições sociais, que passou vigorar em 20 de março,  encerra sua vigência na próxima sexta-feira, 2/4. Com isso, o LAIS/UFRN propõe que seja instituído toque de recolher de 48 horas entre sábado (3/4) e domingo (4/4). Essa medida já esteve em vigor no Estado entre o final de fevereiro e início de março desse ano.

Para o coordenador do LAIS/UFRN, professor Ricardo Valentim, a medida visa garantir que a redução nos pedidos de internamentos de pessoas com Covid se mantenha. “Do dia 20 de março para cá, temos percebido queda nos pedidos de internação por causa da Covid. Isso é reflexo da mitigação da circulação de pessoas provocada pelo atual decreto de restrições sociais”, explicou o cientista em entrevista à TV Cabugi na manhã desta terça-feira, 30/3.

Ainda segundo Ricardo Valentim, antes do início da vigência do atual decreto, os pedidos de internação chegaram a 152 por dia. Eles atingiram o platô de 143 de média e hoje estão em 120. A taxa de redução nos pedidos de internações é de 39%,5, nos últimos 14 dias, de acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap/RN).

“Precisamos manter esse índice de queda para que daqui a pouco tenhamos o desafogamento do sistema de saúde. Para isso é fundamental que tenhamos o toque de recolher no próximo feriado”, reforçou Ricardo Valentim.

Apesar de ainda estar muito elevadas, as taxas de ocupação de leito de UTI Covid no Rio Grande do Norte apresentaram leve redução no início do dia de hoje, estando em 95% para leitos críticos e 70% para leitos clínicos. Por região, a média é de 93,5% na região metropolitana de Natal, 98% no Oeste e 95% no Seridó.  Importante ressaltar que esse índice chegou a 100% em todas as regiões.

 

Fonte Lais/UFRN


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