13 de abril de 2020

Educação: Ministro bate o pé e não adia o ENEM em 2020



Em vídeo postado no Twitter, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, deu um recado que chacoalhou milhões de lares com jovens que se preparam para enfrentar o mais tenso de todos os desafios da vida estudantil, o Enem.

O ministro avisou que o cronograma do exame, que serve de passaporte para o ingresso na maioria das universidades do país, seguiria inabalado, nos dias 1º e 8 de novembro.

“Eu sei que o coronavírus atrapalha um pouco, mas atrapalha todo mundo. Como é uma competição, tá justo”, argumentou Weintraub. A afirmação foi logo demolida por especialistas que trouxeram à luz a dura realidade destes tempos de confinamento: a turma está penando para aprender a estudar longe da escola.

O detalhe

A reportagem da VEJA dá destaque que muita gente segue acompanhando as aulas no laptop ou no smartphone, sempre na reclusão de casa, como reza a cartilha do combate ao vírus — mas isso se dá em condições distantes das ideais, especialmente para quem frequenta um colégio público.

Muitas secretarias estaduais ainda se organizam para oferecer as matérias on-line e, mesmo as que já estão dando conta da virada, esbarram em obstáculos elementares: mais de um terço dos domicílios brasileiros não tem sequer acesso à internet. Como essa multidão off-line poderá acessar a lição virtual e estar apta a enfrentar o Enem logo mais?

Mas

“A decisão de manter intocada a data da prova contém uma alienação em relação ao que está acontecendo e é claramente excludente com os mais pobres”, avalia João Marcelo Borges, diretor de estratégia política da ONG Todos pela Educação.



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